Resenha: Sorte ou Azar? – Meg Cabot

sorte-ou-azar[6]Pra falar bem a verdade, esse livro estava mofando na minha estante. Um tempo atrás uma tia me deu vários livros, nem lembro onde ela tinha ganhado, e esse estava entre ele. Porém, nunca levei muito a sério a história de “Não julgue um livro pela capa”, e sempre achei essa capa um tanto quando boba. Não era de se espantar que o livro tenha ficado anos intocado.

“A falta de sorte parece perseguir Jean onde quer que ela vá e por isso ela está tão animada com a mudança para a casa dos tios, em Nova York. Talvez, do outro lado do país, Jean (ou Jinx, como a chamam) consiga finalmente se livrar da má sorte. Ou, pelo menos, escape da confusão que provocou em sua pequena cidade natal. Mas logo ela percebe que não é apenas da má sorte que está fugindo. É de algo muito mais sinistro… Será que sua falta de sorte é, na verdade, um dom, e a profecia sob a qual ela viveu desde o dia que nasceu é a única coisa que poderá salvá-la?”

Bem, é um livro de certa forma bobo. Não é um livro ruim; terminei rapidinho porque de uma vez acabava lendo muito, presa na leitura que é muito envolvente. Mas não espere um livro suuper bem construído, com uma história maravilhosa e tudo mais. É um desses livros para ler num domingo de tarde, sem preocupação, só para relaxar.

É aquele livro cheio dos clichês e com o final que todo mundo sabe o que vai acontecer. Sabe, a mocinha boba que não percebe nada e o cara maravilhoso. É bonitinho. Dá pra torcer pela Jean e ficar bobinha Zach (imaginei ele exatamente como o Finlay MacMillan, joguem no google).

Resumo: aquele livro bonitinho e bobo que você lê num fim de semana pra se sentir feliz. Indico se estiver precisando de uma leitura pra te colocar pra cima! hahaha

                                                            ★★★☆☆

amor melhor e mais duradouro tem magia própria, e não precisa da ajuda de nenhum feitiço.

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Resenha: P.S: Eu te amo – Cecelia Ahern

Ps.-Eu-te-amo Todo mundo tem um certo preconceito com alguns tipos de livro. Não é segredo que eu amo um bom livro de romance de vez em quando, mas sempre fico receosa antes de começar algum. A questão é que “P.S: Eu te amo” estava classificado na minha cabeça como um livro super clichê e água com açúcar, então nunca me preocupei em sequer ler a sinopse.

Porém, maio e junho foram dois meses de desastre literário, em que eu não li NENHUM livro. Então, eu fiquei louca atrás de alguma coisa. Foi nessas que falei pra minha melhor amiga me emprestar algum livro que ela tivesse gostado. Qualquer um. Ela me apareceu com esse, e eu pensei, por que não? Depois de ler a sinopse, com o livro já em mãos, percebi o equívoco que eu devia ter cometido em relação a essa história.

“Algumas pessoas esperam a vida inteira para encontrar sua alma gêmea. Mas esse não é o caso de Holly e Gerry. Eles eram amigos de infância, portanto conseguiam saber o que o outro estava pensando e, até quando brigavam, eles se divertiam. Ninguém conseguia imagina-los separados. Até que o inesperado acontece e Gerry morre, deixando-a devastada. Conforme seu aniversário de 30 anos se aproxima, Holly descobre um pacote de cartas no qual Gerry, gentilmente, escreveu uma carta para cada mês da nova vida dela sem ele. Com ajuda de seus amigos e de sua família barulhenta e carinhosa, Holly consegue rir, chorar, cantar, dançar e ser mais corajosa do que nunca.”

P.S: Eu te amo não é exatamente um romance para mim. Passamos por uma época, depois que A Culpa é das Estrelas estourou, em que lemos muitos e muitos livros com alguém morrendo no final. Essa história é justamente o contrário: ela mostra o período de luto, de superação. Ela mostra a mudança brusca na vida de Holly; casada, pensando em ter filhos e de repente viúva, desempregada e sem rumo.

Acredito que as melhores palavras pra descrever esse livro são humano e realista. Ele não mostra uma história maravilhosa, em que ela supera e encontra um novo príncipe, tudo se alinha novamente… Não. A Holly enfrenta altos e baixos, e as cartas deixadas pelo Gerry tornam-se a única coisa que ela tem para tentar aliviar a saudade, o que é absurdamente triste.

É uma história sobre superação, amizade, recomeços, família, amor e morte (é claro)… Eu achei maravilhosa a forma como mesmo não concordando com certas coisas que a protagonista faz, ainda assim conseguimos entender. Ele mostra as pessoas do jeito que elas são, com qualidades e defeitos. Quase sempre temos vilões e mocinhos definidos, mas nesse livro as pessoas são reais, elas cometem erros e acertos e vai do leitor pesar estes na balança e decidir o que pensam de cada um.

Virou um favorito meu, com toda certeza. Amei, amei, amei!

                                                          ★★★★★

Ela havia recebido um presente maravilhoso: a vida. Às vezes, a vida era interrompida cedo demais, mas o que contava era o que a pessoa fazia com ela, não o tempo que durava.

Resenha: O orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares – Ransom Riggs

513JD1-nalL._SX343_BO1,204,203,200_Com certeza o livro de hoje é muito diferente dos que já li; um livro bem peculiar hahaha Não era um livro que me chamava atenção; acabou nas minhas mãos por acaso na escola, e sem opções na hora, comecei a ler. E não consegui mais parar! Não é exatamente um livro de temática leve, mas é muito gostoso de ler e traz muito daquela magia de ler uma aventura outra vez. Aquela vibe de descobrir um novo mundo, novos problemas, novos poderes… Fazia um bom tempo que eu não lia esse tipo de livro!

Estou oficialmente assumindo que sou péssima pra escrever esses resuminhos, então acho que daqui pra frente vou sempre só copiar, ok? “Tudo está à espera para ser descoberto em “O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares”, um romance que tenta misturar ficção e fotografia. A história começa com uma tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo – por mais impossível que possa parecer – ainda podem estar vivas.”

O primeiro comentário que preciso fazer é que Will Herondale, só pela simples menção do Pais de Gales me lembrei de você! Te quero de volta meu amorrr! (não resenhei Príncipe e Princesa Mecânica porque ainda não superei).

Ta, agora é sério. O livro de inicio realmente me impressionou. Eu ainda não assisti o filme, não tinha visto nem o trailer, então pra mim era tudo muito novo. Achei a ideia original e bem explorada. E no começo era só isso: muita emoção, descobertas… Depois desandou. A história começa a ficar monótona e as coisas começam a demorar demais pra acontecer. Meio enrolado sabe? No clímax eu já não tinha a minima vontade, continuei pelo pensamento de “agora falta pouco não vou desistir agora”. O livro se tornou perigosamente cansativo; só um pouquinho mais, e provavelmente teria se tornado difícil chegar até o fim. E o plot do romance sem comentários né? Muito mal explorado.

Isso é triste, porque apesar de tudo, eu adorei a história que é contada! Me apeguei às crianças/adolescentes e ao mundo que viviam. E o personagem principal… Bem – vindo à lista dos que me irritaram e fizeram que eu questionasse como podem ser tão burros quando encontram um problema. Mas tudo bem, nada tão grande. Já vi burrices maiores hahaha

Mesmo tendo vários defeitos, achei um livro bom e que recomendo. Porque é um livro de certa forma até divertido e que explora um mundo muito interessante. E claro, visualmente é a coisa mais linda! Amei de verdade as fotos, mesmo as que me assustavam um pouco. Enfim: livro gostoso, mas nada UAU. Não estou louca pela continuação, mas se cair nas minhas mãos leio feliz. Eu daria 3 estrelas e meia, mas não tem sinalzinho de meia estrela, então aqui vão ser só 3 mesmo hehe

                                                           ★★★☆☆

Porque não havia como escapar dos monstros (…). Em lugar nenhum.

Resenha: Garotas de Vidro – Laurie Halse Anderson

download Eu nem sei por onde ou como começar a falar sobre esse livro. Garotas de Vidro é um livro intoxicante, pesado e muito triste. Pelo menos comigo foi assim; me senti absurdamente mal durante a leitura. Ele te faz refletir e ficar pensando em milhões de coisas ao mesmo tempo. Não é uma leitura leve, mas isso não significa que o livro não seja bom.

Garotas de Vidro conta a história da Lia. Vou dar um copiar/colar aqui porque realmente não consegui resumir. Então, como define o skoob: “Lia está doente e sua obsessão pela magreza a deixa cada vez mais confusa entre a realidade e a mentira. Mas ela perde totalmente o controle quando recebe a notícia de que sua melhor amiga, Cassie, morreu sozinha em um quarto de motel. E o pior: Cassie ligou para Lia 33 vezes antes de morrer. O que começou como uma aposta entre duas amigas para ver quem ficaria mais magra tornou-se o maior pesadelo de duas adolescentes reféns de seus próprios corpos. Ao negar seu problema, Lia impõe a si mesma um regime cruel em que contar calorias não é o bastante. Ao omitir seu desespero, apela ao autoflagelo numa tentativa premeditada de aliviar seus tormentos. Seus pais e sua madrasta tentam ajudá-la a qualquer custo, mas nem mesmo sua doce irmã, Emma, consegue fazer com que Lia pare de se destruir.”

Eu sabia que não ia ser uma leitura leve ou alegre. Garotas de vidro é um tapa na cara; ele te faz sentir dos mais diversos sentimentos (ruins), te joga no chão e da uma pisadinha só pra garantir. Como a personagem principal sofre de vários problemas psicológicos e está completamente mergulhada em transtornos alimentares e depressão, a narrativa por muitas vezes incomoda. Da vontade de entrar no livro e fazer com que ela procure ajuda, e parece algo tão claro a ser feito! Só que a cabeça da Lia funciona de um jeito um pouco diferente. Na própria visão, ela não precisa de ajuda.

Lia conta cada caloria que ingere, Lia se vê estúpida, gorda e ridícula. Se olha no espelho e se sente uma baleia, quando claramente (para nós) não é. Sabemos de cada detalhe, porque não é a autora que nos conta estas coisas: vivemos junto da protagonista durante o desenrolar da história. Essa é realmente a sensação que a leitura passa. Nunca vi um livro que transmita com tanta clareza e principalmente de forma tão realista problemas psicológicos.

Não foi uma leitura rápida, porque perdi muito o ânimo. Ler me deixava triste e agoniada, e ninguém gosta de se sentir assim né? Mas quando eu sentava e me colocava a ler, não tinha como ler só um pouquinho. Ele te prende e a curiosidade sempre faz com que se leia um pouquinho mais. Será que no próximo capítulo as coisas começam a dar certo? Meu Deus, que agonia. Claro que é preciso deixar claro que muitas vezes o que me aflige e perturba, não vai ser tão ruim pra outra pessoa. Cada um é cada um.

Apesar de triste e tóxico, o final deixa claro o quanto é importante não perdermos a esperança: como leitora, eu via as páginas acabando e pensava apenas em um fim possível. O livro em si passa uma mensagem importante sobre como problemas psicológicos são muito sérios, e devem ser levados a sério. Ah, e claro. Não é porque é um livro pesado, que seja um livro ruim! Muito pelo contrário: virei fã da autora por conseguir mexer tanto assim com meus sentimentos, e por escrever tão bem. O enredo é muito bem escrito e amarrado. Ok, um detalhe aqui e outro lá talvez deixem a desejar ou tenham ficado sem sentido, mas nada demais.

Lia, espero que você esteja melhor agora.

                                                               ★★★★☆

Não existe cura mágica, nem como fazer tudo desaparecer para sempre.
Existem apenas pequenos passos adiantes;
um dia mais fácil, uma risada inesperada,um espelho que não importa mais.

Anjo Mecânico – Cassandra Clare

download-1É sempre um misto de emoções falar de um livro da Cassandra Clare. Isso porque ela simplesmente sabe como mexer com os sentimentos das pessoas. Falando como alguém que leu os seis livros de Instrumentos Mortais, parece que ela gosta de fazer os leitores pirarem.

Eu, bem atrasada mexxxmo, só estou lendo As Peças Infernais em pleno janeiro de 2017. E após conhecer o Will, a Tessa e o Jem, me arrependi muito. A história do primeiro livro da trilogia se passa no século XIX conta a história da Tessa; ela sai de New York para Londres esperando morar com o irmão. Mas chegando lá nada é como o esperado; sequestrada pelas Irmãs Sombrias, estas treinam um poder que ela nem sabia possuir. Além disso, prometem entrega-la ao magistrado, que é quem tanto a deseja. Quando Tessa finalmente se liberta das Irmãs, é jogada num novo mundo: o das sombras. É ai que ela conhece o mundo que já estamos acostumados. Mas o instituto é realmente seguro para protege-la do magistrado?

Eu não sei nem por onde começar. Mesmo depois de ler várias resenhas, tinha muito receio de encontrar a mesma fórmula da história de Instrumentos Mortais. Com certeza era um risco que a autora corria sempre escrevendo: não deixar que por estar no mesmo mundo, a história seguisse a mesma linha, como as vezes acontece com outros autores que tentam dar continuidade aos seus mundos com histórias nem tão novas assim.

Porém, pro meu alivio, As Peças Infernais se mostrou bem diferente e em alguns aspectos até superior. Amei como os personagens foram muito bem desenvolvidos; nenhum foi colocado na história sem um propósito e todos tinham algo por trás. A Tessa não é uma protagonista irritante como a Clary era no inicio. O Will é uma versão do Jace melhorada, precisamos admitir. E o Jem… ele é único. O livro é cheio de ganchos sobre a história de cada um, e te deixa morrendo de curiosidade para descobrir mais e mais sobre eles. As vezes parece que até uma virgula faz total diferença.

O livro também introduz um triângulo amoroso pra ser explorado nos próximos livros da trilogia. De um lado temos o maravilhoso Will Herondale e seus segredos; do outro, o encantador Jem Carstairs e seu triste destino. Mas pelo menos em Anjo Mecânico, isso não recebe muiiita atenção. Ninguém tem tempo pra esse tipo de coisa na verdade.

Bom, sempre que eu saio completamente apaixonada por um personagem (acho que estou fadada a me apaixonar por todos Herondale), o livro costuma ser um dos meus favoritos. Amo muito esse mundo da Cassandra Clare e os personagens que ela cria; afinal, agradeço todos os dias pela existência do Jace hahaha Enfim, super recomendo Anjo Mecânico e não vejo a hora de falar sobre os próximos dois livros por aqui  ❤

Acredito em bem e mal. E acredito que a alma é eterna. Mas não acredito no abismo de fogo, com tridentes e tormento eterno. Não acredito que se possa ameaçar as pessoas para torná-las boas.

 

 

Resenha: Azeitona – Bruno Miranda

downloadHoje vim falar sobre mais um livro nacional! Fico muito feliz de poder falar sobre ele, porque acompanho o canal do Bruno no youtube desde anosss atrás quando ele resenhava livros no minha estante. Quando vi que ele ia lançar o livro, fiquei feliz como se fosse um amigo meu realizando seu sonho. E sabendo que se trata de um livro de estreia, os elogios que tenho pra fazer só aumentam.

A história de Azeitona é sobre dois adolescentes: o Ian e a Emilía. O Ian foi criado pela irmã e quer retribuir a ela de alguma forma, tudo que ela fez por ele. A Emilia não quer retribuir nada; ela só quer ir embora de casa, por causa do relacionamento conturbado que mantém com a mãe. A solução que eles encontram é entrar em um reality em rede nacional, que conta a história de jovens pais. O fato deles não serem um casal e ela não estar grávida parece ser só um detalhe pra eles.

Me apaixonei logo de cara por achar a ideia super original. E, pela primeira vez, não tenho nenhum ponto negativo pra ressaltar! A trama foi bem construída e o ritmo não deixava se tornar uma história cansativa. Cada página parecia trazer novas coisas a serem pensadas e apresentava novos sentimentos. Fiquei triste e feliz diversas vezes durante a leitura, porque ele brinca com o leitor: te faz pensar algo pra depois não ser bem assim. Chegando perto do final, eu já estava desesperada sem conseguir ver como o livro ia terminar, e o autor achou uma saída que eu só vejo um jeito de descrever: brilhante.

Quem já viu os vídeos do canal do Bruno, o Bubarim, sabe que o menino tem talento com o humor. No livro não poderia ser diferente; sabe aquelas frases que não são piadas, mas te fazem rir? Elas estão bem presentes na narrativa, e na medida certa. Não é de menos, e nem demais. Ele realmente soube colocar as coisas em seu lugar.

Também acho importante falar que adorei a forma sútil como certos temas, que vem dando o que falar, foram colocados na trama. Por exemplo, a definição de família, aborto e relacionamentos abusivos. O autor soube muito bem encaixar as coisas pra que não se tornassem cansativas, e mostra como as pessoas podem ser manipuladas.

Foi uma leitura leve e gostosa, que termina e te deixa feliz. Vale muito a pena sim ler esse livro que é a coisa mais lindinha. Não poderia ser diferente né? Parabéns Ian e Emilia, vocês me fizeram torcer e sonhar, e ganharam as primeiras 5 estrelas do blog ❤

                                                         ★★★★★

Enquanto você tentar se completar com qualquer outra coisa que não seja amor de verdade, você só vai inflar como um balão de festa; quanto mais cheia, mais frágil.

Resenha: Sábado a Noite – Babi Dewet

Depoiscapasanfinal de um mês, voltei! O que eu posso dizer? Tentei resenhar filmes e séries, mas acho que ainda não estou pronta pra escrever sobre o tema. Portanto, só me restam os livros. Como até então eu não tinha lido mais nada depois de A Escolha, não tinha o que publicar! Masss, ontem terminei de ler essa coisa linda que é o livro Sábado a Noite, e nada mais justo do que vir aqui contar um pouquinho do que eu achei sobre.

A história de Sábado a Noite acontece em uma cidadezinha de interior, e gira entorno principalmente dos marotos (sim, o nome vem de Harry Potter! hahaha) e das meninas populares. Só que quando misturamos amizades antigas e amores mal resolvidos, sempre da treta; principalmente quando uma paixão ameaça os laços da amizade. Só pra completar, todo sábado a noite acontecem os bailes da escola, com a banda mais misteriosa que todos eles já viram, mas amam.

Durante os dias que passei na companhia do Daniel e da Amanda, me senti muito próxima dos meninos da trama. Cada vez que eles apareciam, queria poder entrar no livro pra fazer parte do grupo de amigos! Acho que é um dos maiores pontos positivos da história: aqueles personagens que te fazem querer estar junto deles, porque te encantam. Convenhamos, muito melhor que todas as vezes que quis entrar no livro pra dar uma chacoalhada na Amanda e nas amigas dela em geral.

Estas, por sua vez, me deixaram muito decepcionada. Não da pra deixar de se irritar com elas. Um festival de futilidades, até demais. Sabe aquelas personagens de filme adolescente que pensam que são melhores que tudo e todos? Então. A Amanda, que é protagonista, e a Anna, até dava pra engolir nesse quesito, mas as outras três… Sem contar que se a Amanda fosse só um pouquinho sincera e menos dramática, os problemas teriam se resolvido muito mais facilmente (ou nem teriam se tornado problemas).

Por outro lado, considero esta uma ideia muito original: estamos acostumados a ler livros e assistir filmes narrados pelo personagem tímido e excluído, que sempre fica “no caminho” dos populares. Sábado a noite não; ele nos traz a visão da Amanda, que é a menina popular. E quando a visão do Daniel aparecia, não era se lamentando por não ser popular e blá blá blá. Tanto ele quanto os marotos não estão nem ai pra isso! Essa diferença muda muito a perspectiva do livro.

Sábado a Noite foi adaptado de uma fanfic. Ou seja, a fic original foi republicada no formato de livro. Com mudanças, é claro, afinal quem costuma ler fic e livro (como eu!) já deve ter percebido a diferença no corpo do texto. Um livro tem mais detalhes mas é mais “enxuto”. A fanfic é mais direta em descrições, mas enrola mais a história. ENFIM, acho que a conclusão do livro acabou dando uma enroladinha, provavelmente por causa dessa conversão. Nada absurdo ou que tenha tornado a leitura cansativa, mas a história poderia ter sido concluída antes com o mesmo sentido.

É uma leitura leve. Não é um livro cheio de críticas sociais ou que aborde temas “pesados”. Ele aborda os temas do nosso dia a dia: amor, amizade, lealdade… Uma leitura bem juvenil mesmo. E visto assim, é muito gostoso. Com certeza indico a leitura, principalmente por ser nacional. Confesso, tenho uma quedinha por livros nacionais. Acho muito mais legal ler livros que se passam aqui, no meu mundo, com pessoas que também comem arroz e feijão hahaha

                                                               ★★★☆☆

“Queria poder te abraçar e dizer o que sinto, mas o céu está negro sem você e está me sufocando”